maio 19, 2010

Mais um patrocinador para seleção, anuncia a CBF


Agora com a Nestlé, a CBF passa a ter 10 parceiros, que vão injetar cerca de R$ 220 milhões anuais na receita da entidade

Parceria entre CBF e Nestlé: hotsite da campanha já está no ar.

Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta sexta-feira o acerto com mais um patrocinador para a seleção brasileira. Com o acordo com a Nestlé, a entidade passa a ter 10 parceiros, que resultam numa receita de cerca de R$ 220 milhões anuais.

O patrocínio da Nestlé entra imediatamente em vigor e vai até a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. O acordo prevê a exposição da marca da empresa em placas de campo, ações conjuntas de marketing e utilização de imagens dos jogadores em promoções e campanhas.
A Nestlé também pode utilizar a marca da seleção brasileira em embalagens de produtos e peças promocionais. Mas não terá o direito de aparecer no uniforme do time. Por tudo isso, deve pagar aproximadamente R$ 10 milhões anuais para a CBF.
"Estar com a seleção é motivo de orgulho para a Nestlé", afirmou o presidente da empresa, Ivan Zurita. "Espero que a Nestlé nos ajude a ter grande sucesso não só nesta Copa como também no processo para 2014", disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
TAM, Gillette, Volkswagen, Grupo Pão de Açúcar e Seara têm acordos semelhantes ao da Nestlé com a seleção brasileira. Todas podem usar suas marcas com o símbolo da CBF, mas não estão presentes no uniforme do time - esse direito é só das outras quatro parceiras.
A Nike, patrocinadora mais antiga da seleção brasileira (desde 1996), paga cerca de R$ 78 milhões por ano, enquanto Vivo, Ambev e Itaú desembolsam R$ 26 milhões anuais. Essas são as quatro empresas que têm as suas marcas estampadas nos uniformes do time.

maio 18, 2010

Cada marca no seu quarto no Habbo Hotel


O Habbo Hotel parece uma ideia de sucesso improvável. Mas grandes empresas parecem especialmente encantadas com a maior rede social adolescente do mundo

Para muitos adolescentes espalhados pelo mundo, o dia perfeito começa na suíte de um hotel cinco estrelas, decorada de acordo com seu gosto. Em seguida, a dica é pegar uma piscina, almoçar num restaurante de comida saudável, passear pelo shopping e, finalmente, reunir os amigos para um campeonato de videogame. E o melhor: sem pagar quase nada por isso. O único problema desse mundo idílico é que ele não existe - ou melhor, só existe na dimensão virtual. Certamente, a meninada que você conhece sabe do que estamos falando. O Habbo Hotel (pro nuncia-se "rabú") é hoje a maior rede social do mundo voltada para adolescentes. Todos os dias, cerca de 158 milhões de jovens espalhados por 32 países - entre eles 18 milhões de brasileiros - reúnem-se em ambientes online como o da ilustração ao lado. De 2006 para cá, cerca de 32 marcas no Brasil já se aboletaram no hotel, sete delas só neste ano. Empresas como Coca- Cola, Proc ter&Gam ble e Kellogg têm utilizado seus quartos para promover eventos, lançar produtos e mobilizar participantes em campanhas de jogos online. "Esse ambiente oferece às empresas uma oportunidade única de interagir com esses jovens", diz Phil Guest, vice-presidente de marketing e vendas da finlandesa Sulake, criadora do Habbo Hotel.

Criado em 2000, o Habbo Hotel nasceu como um jogo virtual para reunir a moçada do mundo inteiro, mas acabou se transformando numa poderosa ferramenta de marketing por iniciativa das próprias empresas, interessadas em participar da festa. Antes mesmo do lançamento do site, a Sulake foi procurada pela Radiolinja, segunda maior operadora de celulares da Finlândia, para patrocinar um campeo nato de arremesso de bolas de neve. Desde então, 270 parcerias já foram fechadas. "O conceito do Habbo Hotel é semelhante ao do Second Life", diz Peter Kim, especialista em marketing digital da consultoria americana Dachis Group. "A diferença é que ele foi bem-sucedido." Para quem esqueceu, o Second Life é um universo di gital que virou febre em meados da década, quando atraiu 120 milhões de usuários. As dificuldades de navegação (algo que o Habbo conseguiu evitar) e o desgaste da fórmula afastaram os inter nautas. Segundo o Ibope, em janeiro 129 000 pessoas acessaram o site, ante 1,2 milhão de visitas ao Habbo Hotel.

maio 17, 2010

Aos cinco anos, YouTube atinge 2 bilhões de visualizações diárias


Primeira versão beta do site de vídeos foi lançada em 2005. Canal especial comemora os cinco anos da ‘comunidade YouTube’.

Cinco anos depois do lançamento de sua primeira versão beta, o YouTube atingiu 2 bilhões de visualizações diárias. Segundo informações divulgadas pela equipe do site de vídeos, são cerca de 24 horas de vídeos postados por minuto.

O YouTube foi lançado em 2005, com a proposta “dar a qualquer pessoa um local para publicar facilmente seus vídeos e dividi-los com o mundo”. Um ano depois, o site foi comprado pelo Google.

Ao longo desses anos, os números de horas de vídeos publicadas no site e de visualizações aumentam exponencialmente, mas, para Chad Hurley, um dos fundadores do YouTube, “é possível ir muito mais longe”.

“Dois bilhões de visualizações é um número bastante significativo, mas as pessoas passam apenas 15 minutos por dia no site, comparado com cinco horas diárias assistindo a TV”, afirmou Hurley em entrevista à BBC.

Canal comemorativo convida internautas a contarem suas histórias com o YouTube. (Foto: Reprodução)

Para comemorar o aniversário, o YouTube criou um canal especial, no qual convida os internautas a publicarem vídeos contando sua história com site e mostra “os vídeos mais essenciais” desses cinco anos, segundo curadores convidados.

Criado no papel, Twitter cresce cada vez mais


"Criei o Twitter numa folha de caderno pensando em uma comunicação simples e dividindo mensagens e grupos", resumia o cofundador da rede de microblogs, Biz Stone, durante o Festival de Cannes de 2009. À época, classificou o site como "triunfo da humanidade e não da tecnologia", ao firmar o conceito de democratização da informação e a condição de atividade a quem quer compartilhar experiências e conteúdo. O tempo mostrou que a fórmula seria atraente e vingaria.
Nascido em 2006, o microblog ganhou proporções gigantescas, com acúmulo de 10 bilhões de tweets em seus quatro anos de existência. No Brasil, atualmente com 56% da audiência em mídias sociais, o serviço cresce a taxas expressivas, tendo registrado, apenas em abril deste ano, quase um milhão de acessos únicos no país, segundo o Ibope.
Com o passar dos anos, o site enfrentou diversas transformações em sua utilidade, que vão muito além do conceito “O que você está fazendo?” para “O que está acontecendo?”. Ferramenta de comunicação, feed, RSS, plataforma para a publicidade e diário são algumas variáveis que explicam o site, mas ainda é tarefa difícil decifrar em que se transformou o Twitter.
O professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, Luis Grottera, considera o microblog “um grande “debatedor” de ideias”, que supera modismo momentâneo. E, assim como Stone previa, o professor acredita que a ferramenta “cumpre um papel inovador em relação à sociedade antiga: democratizar”. Aliás, já é um consenso que o Twitter trouxe a democracia à comunicação.
Para o diretor-geral da Ogilvy & Mather, Fernando Musa, é positivo o espaço virtual que o Twitter conquistou na sociedade: “a democracia meio anárquica da informação que estamos vivendo é muito boa”, disse.
A chegada da publicidade
No início de abril, quatro anos após o surgimento, a empresa publicou em seu blog sua estratégia para ganhar dinheiro, integrando progressivamente mensagens promocionais, pagas por anunciantes, às páginas iniciais dos usuários. As mensagens "serão pagas pelas empresas ou organizações que quiserem ampliar o grupo de usuários que receberem o anúncio", dizia o comunicado oficial.
À época, gerou desconfiança por parte dos usuários, que viam o “Promoted Tweets” como uma espécie de serviço de spam. Dentre as primeiras empresas a investir na novidade estavam as marcas Best Buy, Red Bull, Sony, Starbucks e Virgin America.
No Brasil, a Ogilvy & Mather anunciou, nesta semana, uma ação que provocou muitos comentários e dúvidas: a criação do perfil de Ronaldo “Fenômeno”, contratado pela Claro, para comentar a Copa no microblog. Cerca de 24h depois da abertura, o @ClaroRonaldo já tinha 75 mil seguidores e, nessa sexta-feira, já ultrapassou os 100 mil.
A rápida adesão dos internautas ao Twitter da Claro é, para Musa,  um “reflexo de como as pessoas agem”. Para ele, a questão central é que “dez em cada dez pessoas que estão na net estão em uma rede social”, seja com perfil físico, seja profissional, ou os dois, mas “está todo mundo”.
Essa ação é uma forma diferenciada de fazer propaganda na rede, além do já conhecido retweet, distribuição das mensagens para a lista do usuário. Já para Grottera, o Twitter não é uma eficiente plataforma para publicidade, mas sim para branding (o fazer de uma marca). “A coisa mais babaca que as marcas fazem é pedir retweet. Muda a função da ferramenta. Efetivamente, o Twitter é uma ferramenta fundamental para branding, a marca pode fazer relacionamento o tempo todo com seus consumidores”, disse.
A Claro já faz inserções de conteúdo promocional no canal. E, com Ronaldo, o objetivo principal da empresa é aumentar sua relevância na rede social, e o diretor de Comunicação da operadora, Carlos Scappini, lembra que a campanha poderia não funcionar em redes sociais como Orkut e Facebook. E completa: “não tenho a menor dúvida de que [as redes sociais] são uma variável considerável nos meios de comunicação e cabe às empresas identificar isso”.
Diga-me quem tu és e eu te seguirei
O Twitter promoveu, além de uma alternativa para publicidade, a aproximação entre os internautas e as celebridades. Perfis de pessoas famosas ou com algum tipo de relevância ganharam notoriedade a partir do momento em que seus donos apareceram como sujeitos comuns e tangíveis. É o caso de pessoas como o jornalista da TV Globo William Bonner, que passararam a estar a um tweet de distância.
Essa aproximação fez surgir também um novo fenômeno no serviço: os megaperfis. O exemplo de Ronaldo com a Claro ilustra essa situação; assim que se tornou pública a união entre o jogador e o microblog, centenas de pessoas passaram a “segui-lo”. O mesmo aconteceu com a candidata à Presidência da República petista Dilma Rousseff, que estreou sua conta no mês de abril e já tem quase 57 mil pessoas em seu encalço pelo serviço.
Outra curiosidade gerada na rede se deu depois da adoção do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Em pouco mais de uma semana, Chávez anunciou a contratação de uma equipe de 200 pessoas apenas para cuidar da leitura das mensagens que recebia – contingente maior do que muitas redações de jornal.
Essa relação se mostra positiva em diversos momentos, mas já apontou facetas que devem servir como alerta às personalidades. Um exemplo disso foi o contrato de publicidade no Twitter firmado entre o apresentador Marcelo Tas e a Telefonica. O tweet "O encontro Xtreme foi divertido, informativo e cheio de insights. (...) Adorei!", feito por Tas sobre um evento da operadora gerou rejeição e críticas de seus seguidores e mídia. Esse foi o mote para a discussão que se estende até hoje: Publicidade no Twitter é uma tendência? Como deve ser usada?
Por Lais Mendonça e Leonardo Pereira
Edição: Marcelo Gripa